''Ausência de razão. Estado de espírito de quem se deixa levar por lembranças, sonhos e imagens.''
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Lembra-te de mim
Deito-me acompanhada de boa música na tentativa de relaxar.
Vejo-me cair no esquecimento profundo de todos os corpos esgotados e adormecidos.
Os outros divertem-se, lembro-lhes o sorriso e as luzes da noite que atravessam a escudirão com um mistério e encanto. São bonitas as cores que a acompanham.
As horas passam com uma velocidade que a minha mente se sente incapaz de sentir. Sensação de fracasso! Instala-se um vazio, o silêncio incomoda.
O barulho de portas com vida também.
Pedaços de mim que se desfazem ao longo do caminho, magoam-me as lembranças dos risos que ecoam na minha mente. Tardes de verão inacabadas...
Sinto dor! Dor que não choro, carrego-a no peito que sangra a tua ausência.
Queria sentir-te mais uma vez, tocar a tua face, brincar...
Como amei o teu novo ser! Como fui feliz...
Foste sem mapa de regresso.
Olho-me ao espelho e vejo-te em mim, uma parcela de uma soma tua!
Saudades, falsas amigas!
Lembra-te de mim, que guardarei até o teu cheiro nas minhas memórias.
Para sempre...
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Metade
Metade de mim são ironias,desapegos e cansaços
Que vêm de um outro mundo qualquer.
Metade de mim são sonhos, sorrisos e pedaços
Característicos de outro ser.
A metade de mim que era outra
Sentiu, vibrou, chorou...
A metade que tantas vezes abriu esta porta
Também se magoou
E aquela pequenina
Que em mim já viveu
Teve todos os desejos de menina
Presos no seu céu!
Ainda existe aquela metade
A metade que em mim se encaixou
A metade que é apenas uma metade
Mas a metade que nunca me deixou.
E seria vago tudo aquilo que dissesse
Vazio, nú o que escrevesse
Se a metade que em mim vivesse
Para sempre me abandonasse.
Metade de mim não tem vida,
A outra também não
Metade de mim não seria
Se não me desse a mão!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Sou
Sou simples no meu ser. Sou mais complexa do que a pele que me reveste.
Sou uma soma. Sou um tudo ou nada.
Sou um sorriso, um olhar, um perfume ou um gesto.
Sou um momento, uma falha... Mas nunca um erro!
Sou o que nos une e separa. Sou o calor, o frio e um arrepio.
Sou cor, preto e branco..Sou ódio e inveja!
Sou uma alegria ou uma decepção, um sonho ou uma ilusão.
Sou traquilidade e tempestade, sou incerta, sou um instante!
Sou um caminho traçado.
Sou uma fugitiva presa nos enlaços do teu mundo pequeno.
Sou uma história, um conto, uma rima.
Sou amor e paixão! Sou tristeza, sou solidão.
Sou mistério, sou suavidade, criança e vaidade!
Sou para depois, sou um antes e um agora.
Sou quem espera pela tua demora...
Sou um começo, sou um fim..
Sou um abandono de mim!
Sou um impulso, um segundo, um suspiro profundo.
Sou uma partida ou uma chegada.
Sou um refúgio, um abraço, para o tempo um compasso.
Sou um aroma, um odor, sou quem morre por ti de amor!
Sou um devaneio num momento frio.
Sou um copo cheio ou um copo vazio!
Sou uma certeza, um mero talvez
Sou um agrado, uma nobre altivez!
Sou um plano em lençóis de cetim,
Sou um complemento descompleto do que me completa a mim!
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Sentires
É paixão... Paixão de brilho no olhar, de sorriso rasgado, de mil cumplicidades.
São sensações de pele arrepiada, de gargalhadas estridentes, de lágrimas e sonhos que se completam.
Embalos de voz suave e gestos meigos.
O suspirar apressa o compasso do ritmo cardíaco, tudo pára e permanece à procura dos sons das noites quentes.
Envolvência e cheiros intensos.
Amor além da lua nunca beijada, nunca tocada.
Pequenas conquistas saídas de lábios unidos ou de palavras soltas.
Personalidades complexas, rotas traçadas sobre o mesmo asfalto.
Liberdade e sensatez na responsabilidade, cuidadoso o guardar desse sentimento.
Não são outros, mas estes, sim estes devaneios de fracções de segundo, de ausência de razão que definem o pouco, o muito e o bastante.
Definem o que nos marca, o que somos e o que faz parte da nossa história.
De mãos dadas se faz a construção.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Cuidar de ti
Sento-me. A cada gole de chá penso em ti!
O sabor do teu fel torna-me a garganta seca...Mas desejo mais.
Desejo mais que um respirar, mais que um toque, mais que a melodia da tua voz.
Chamas-me de doida, como se eu fingisse.
Apenas calo a voz da imaginação. Torno mais leves as palavras para que não ganhem dimensão.
Não é por não querer.
Estarei lá para cuidar de ti! Mesmo que ela te sorria todos os dias, eu estarei lá para cuidar de ti.
Partilharei o calor do meu corpo para te aquecer, dar-te-ei o meu abraço para te fazer adormecer e vou-te ouvir. Sim, porque eu, eu vou cuidar de ti! E vou cuidar de ti junto ao meu peito, ainda que ela te sorria.
Não me importo! Que significado teria se me importasse?
Vou construindo o meu mundo, tendo sempre em conta que existes, que vives em mim e que prometi que vou cuidar de ti.
Posso permanecer calada ou até ignorar um olhar teu, apenas porque a minha vida não vai estagnar, mas tu sabes que vou estender os meus braços sempre que a tua carência necessite de mim.
As lágrimas não me vão cair pela face, porque vou desprezar a voz que ouço.
Diria tanta e todas as razões para que em todas as noites me apaixone pelo teu brilho, mas eu...eu só posso cuidar de ti!
Sinto o chá azedado pelo sabor dos pensamentos, mas não vou permitir que cuides de mim! Isso, isso sim, faria nascer palavras de sofrimento.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Memórias
Fecho os olhos e inspiro o teu cheiro... Aquele cheiro delicado, doce e inesquécivel.
Lembro o toque e quase sinto os meus lábios humedecidos a viajar pela tua pele arrepiada. O teu olhar cintila enquanto questionas a beleza do teu ser e duvidas de tudo aquilo que és.
Recordo o som da tua gargalhadinha acompanhada desse belo sorriso rasgado, único.
O embalar da tua voz serena acalma e silencia toda a minha inquietude, faz-me adormecer no teu abraço profundo. Brincas com os meus fios de cabelo que teimam em esconder-me o rosto.
Observas-me... Respiro profundamente contra o teu peito e esboço um pequeno sorriso.
O tempo parou! O amanhã não faz sentido, pois ainda que apenas viva este momento de olhos fechados, eu estarei sempre envolvida no teu corpo e a minha mente estará sempre a desejar que este breve devaneio se eternize.
Durmo profunda e tranquilamente nuns lençóis que não são meus e ousarei dormir em todas as noites que se vestem de negro.
E em todas as manhãs frescas primaveris pousarei os meus lábios nos teus, só para ouvir a tua gargalhadinha tímida.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Consciência
Uma enorme vontade de gritar. Um grito abafado que vem do fundo das minhas entranhas, um grito de guerra, um grito feroz que provoca ardor, um grito com uma cicatriz profunda. É um grito de consciencialiação daquilo que não quero ser e de tudo aquilo em que já não acredito.
E digo que não acredito sem tristeza, sem dor.
Não sou forte, nem fraca, apenas consciente! Consciente de tudo o que mudou em mim, de tudo o que construi em torno da minha personalidade.
Deixei de ter rígidas expectativas e de julgar que tenho o poder de controlar os acontecimentos banais. Na verdade controlei, mas as emoções que ousei não sentir quando decidi virar o meu mundo.
Protegi o meu ser e apesar de sentires que partiste,fui eu quem te abandonou, por não te sentir necessário.
As cicatrizes já estavam lá, não fizeste nenhum novo golpe, e serviram como escudo.
Não sou um ser limitado à tua existência como eventualmente pensas.
Sou independente e livre das minhas escolhas.
Não houveram novos ensinamentos, novas partilhas... Não houveram conquistas, nem obstáculos a ser ultrapassados.
A perda de tempo que sinto sobrepôs-se a qualquer acto bom, a qualquer qualidade ou alegria.
Contigo não brilhei, não deixaste que desse o meu melhor.
Mas, grito com toda a certeza e consciência de que dei o melhor naquilo que permitiste que eu desse.
Não conheceste metade de todo o ser que sou! Já eu, (re)conheci-me, deixei evoluir a pequena fera que ruje e não permanece em silêncio à espera de insultos à sua inteligência.
E inteligência sempre foi uma qualidade que me apontaste. Contigo, nunca a transmiti.
E digo que não acredito sem tristeza, sem dor.
Não sou forte, nem fraca, apenas consciente! Consciente de tudo o que mudou em mim, de tudo o que construi em torno da minha personalidade.
Deixei de ter rígidas expectativas e de julgar que tenho o poder de controlar os acontecimentos banais. Na verdade controlei, mas as emoções que ousei não sentir quando decidi virar o meu mundo.
Protegi o meu ser e apesar de sentires que partiste,fui eu quem te abandonou, por não te sentir necessário.
As cicatrizes já estavam lá, não fizeste nenhum novo golpe, e serviram como escudo.
Não sou um ser limitado à tua existência como eventualmente pensas.
Sou independente e livre das minhas escolhas.
Não houveram novos ensinamentos, novas partilhas... Não houveram conquistas, nem obstáculos a ser ultrapassados.
A perda de tempo que sinto sobrepôs-se a qualquer acto bom, a qualquer qualidade ou alegria.
Contigo não brilhei, não deixaste que desse o meu melhor.
Mas, grito com toda a certeza e consciência de que dei o melhor naquilo que permitiste que eu desse.
Não conheceste metade de todo o ser que sou! Já eu, (re)conheci-me, deixei evoluir a pequena fera que ruje e não permanece em silêncio à espera de insultos à sua inteligência.
E inteligência sempre foi uma qualidade que me apontaste. Contigo, nunca a transmiti.
Cartas
Quarta-feira, 15 de Fevereiro 2011
Faltam simplesmente horas e permanecerás silencioso! De facto, é mais um dia. Um dia que não passará mais do que um simples dia com todas as rotinas diárias a que me habituei e não pararei um segundo para o tornar especial ou inesquecivel. Como sabes... Porque só tu conheces o significado que tem e que não lhe atribuo.Vais-te lembrar, eu sei que sim e ousarás permancer mudo! Serás coerente com todas as palavras que pronunciaste e com todos os momentos de fraqueza em que estive ausente para ti!
Quarta-feira, 22 de Março 2012
O tempo passou veloz e não mais falámos.
Como estou diferente! (Penso)
Adorarias conhecer esta nova eu. Mas, terias medo e talvez fugisses!
Medo deste ser tão inalterável, seguro de si e tão destemido. Medo deste ser tão diferente que sou eu actualmente.
Tracei novos objectivos, se conhecesses este novo brilho que tenho no olhar. Mudei o rumo da minha história. Se soubesses... Tenho tanto para te contar que um dia não bastaria.
Os encantos de menina, esses, continuam cá. Tu sabes... Tu sentes!
Adormeço a pensar em ti.
Quinta-feira, 22 de Março 2012
Ainda uma página por escrever, porque agora sou assim. Torno especiais todos os meus dias.
Ah, acordei a pensar em ti e fechando os olhos quase senti o teu cheiro...
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Last tango in paris - gotan progect
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Fugaz
Cruzei o teu olhar no meu. O tempo parou e senti o odor de cada poro da tua pele, como se fosse a primeira vez.
O brilho do teu rosto iluminara o meu olhar. Esboças um sorriso que nao retribuo por não saber se de carinho ou malicia.
A porta fecha e nao me faz desviar o olhar pousado em ti. Retribuis.
Volto com vontade de ouvir a tua voz meiga dos dias felizes.
És,no momento, um lugar encantado,uma memória como uma lufada de ar fresco.
Infelizes dos idiotas que se julgam soberanos.
O brilho do teu rosto iluminara o meu olhar. Esboças um sorriso que nao retribuo por não saber se de carinho ou malicia.
A porta fecha e nao me faz desviar o olhar pousado em ti. Retribuis.
Volto com vontade de ouvir a tua voz meiga dos dias felizes.
És,no momento, um lugar encantado,uma memória como uma lufada de ar fresco.
Infelizes dos idiotas que se julgam soberanos.
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