
Estou só!
A minha mente deixa-se viajar por sitios estranhos que nunca vi.
São bizarros e conduzem a um cinzento tão carregado que não consigo visualizar o que existe além desta névoa.
Como os dias, os anos passam... Ontem era uma cirança feliz, hoje uma jovem adulta com tanto caminho para percorrer, mas que perdera todos os sonhos de menina.
Esta época, a do advento, recordo-a com alguma nostalgia. Era sempre uma azáfama, a familia reunida, o corre-corre dos últimos dias.... Já nada é assim, tudo morreu ou parou no tempo.
Por vezes ouso sentir que a vida que vivo não me pertence.
Sinto-me estranha a mim própria.
Algures, num destes dias, fizeram uma descrição de mim como jamais alguém fizera.
Vou tão bem decalcada como inquietante. Feriu-me!!
Custa-me pensar que sou vazia para quem não me sabe ler, mas dói mais saber que para os bons observadores existe em mim uma ferida aberta de um passado infeliz.
Como a fechar? Assemelha-se muito a uma doença terminal... Mas que existe mais na minha mente que no meu corpo. Só desaparecerá quando a mente parar e o corpo já não existir.
Não consigo curar esta chaga que vai sangrando longos dias a fio.
Onde estou? Quem sou? O que faço aqui? Porque existo? Serei feliz? Onde está a estrada?
Os meus fantasmas assombram os dias e deliciam-se nas noites.
As lágrimas já não saem mesmo que as force. Eu quero chorar porque quero voltar a sentir, mesmo que essa sensação seja dor!
Quero arrancar da vida todas as sensações. Boas ou más... Eu só quero sentir!!!!
Quero sentir as manhãs frias de Inverno, as noites quentes de Verão, as tardes deliciosas da Primavera ou encantar-me com as folhas de mil cores do Outono.
Eu quero sentir-me feliz e dançar ao som do vento, ouvir o mar bater nas rochas.
Quero sentir o calor dos corpos numa noite de verão! Quero fechar os olhos e sentir satisfação.
Quero ser quem fui, amar como amei, sentir o que senti, vibrar bem dentro de mim.
Quero ter um brilho nos olhos, sem sentir o peso das olheiras, quero sorrir sem ser algo forçado, quero sentir expontaneidade e admirar a natureza. Quero viajar e não levar os medos e desilusões na bagagem. Quero insistentemente ser feliz!
A vida não levará a melhor, nem todos os que menosprezam as minhas capacidades e me fazem sentir no subsolo!
Não sei como ou onde, mas serei feliz! Porque quero muito sê-lo...
Farei por isso, acreditarei no que quero, serei quem quero sem medos ou obstáculos, pressões ou ilusões. Serei realista e não farei grandes expectativas. Lutarei por tudo o que me poderá trazer felicidade, deixarei para trás tudo o que se colocar como um obstáculo.
Ignorarei as opiniões inoportunas, serei dona da minha própria vida e reconstruirei o meu ser começando no interior. Valorizarei apenas quem me apoia, quem me aceitou sempre como fui.
Dormirei horas infinitas, darei descanso ao meu psicológico, mas não serei plástica nem vazia.
Hoje em dia só as pessoas vazias é que são valorizadas, mas recuso-me ser assim.
Quero ser mais e melhor, aprender e esquecer o que me destrói.
Quero ser feliz!!! Mesmo que tenha de dormir nas ruas, ser louca, cometer erros, ser politicamente incorrecta, ser jogada aos leões... Eu só quero ser feliz! Quero rir até me doer a barriga, sorrir para um desconhecido, trocar olhares cintilantes e sentir fascinio. Quero dançar até de manhã, conviver, ter amigos, sentir-me cansada e doerem-me os pés depois de uma noite bem passada. Quero ter em mim o melhor que a vida tem e guardar apenas esses bons momentos na minha mente. Vou andar e andar quilómetros, se necessário... Só para ser feliz!
Quero morrer e ter consciência de que fui feliz e fiz alguém feliz....
A minha mente deixa-se viajar por sitios estranhos que nunca vi.
São bizarros e conduzem a um cinzento tão carregado que não consigo visualizar o que existe além desta névoa.
Como os dias, os anos passam... Ontem era uma cirança feliz, hoje uma jovem adulta com tanto caminho para percorrer, mas que perdera todos os sonhos de menina.
Esta época, a do advento, recordo-a com alguma nostalgia. Era sempre uma azáfama, a familia reunida, o corre-corre dos últimos dias.... Já nada é assim, tudo morreu ou parou no tempo.
Por vezes ouso sentir que a vida que vivo não me pertence.
Sinto-me estranha a mim própria.
Algures, num destes dias, fizeram uma descrição de mim como jamais alguém fizera.
Vou tão bem decalcada como inquietante. Feriu-me!!
Custa-me pensar que sou vazia para quem não me sabe ler, mas dói mais saber que para os bons observadores existe em mim uma ferida aberta de um passado infeliz.
Como a fechar? Assemelha-se muito a uma doença terminal... Mas que existe mais na minha mente que no meu corpo. Só desaparecerá quando a mente parar e o corpo já não existir.
Não consigo curar esta chaga que vai sangrando longos dias a fio.
Onde estou? Quem sou? O que faço aqui? Porque existo? Serei feliz? Onde está a estrada?
Os meus fantasmas assombram os dias e deliciam-se nas noites.
As lágrimas já não saem mesmo que as force. Eu quero chorar porque quero voltar a sentir, mesmo que essa sensação seja dor!
Quero arrancar da vida todas as sensações. Boas ou más... Eu só quero sentir!!!!
Quero sentir as manhãs frias de Inverno, as noites quentes de Verão, as tardes deliciosas da Primavera ou encantar-me com as folhas de mil cores do Outono.
Eu quero sentir-me feliz e dançar ao som do vento, ouvir o mar bater nas rochas.
Quero sentir o calor dos corpos numa noite de verão! Quero fechar os olhos e sentir satisfação.
Quero ser quem fui, amar como amei, sentir o que senti, vibrar bem dentro de mim.
Quero ter um brilho nos olhos, sem sentir o peso das olheiras, quero sorrir sem ser algo forçado, quero sentir expontaneidade e admirar a natureza. Quero viajar e não levar os medos e desilusões na bagagem. Quero insistentemente ser feliz!
A vida não levará a melhor, nem todos os que menosprezam as minhas capacidades e me fazem sentir no subsolo!
Não sei como ou onde, mas serei feliz! Porque quero muito sê-lo...
Farei por isso, acreditarei no que quero, serei quem quero sem medos ou obstáculos, pressões ou ilusões. Serei realista e não farei grandes expectativas. Lutarei por tudo o que me poderá trazer felicidade, deixarei para trás tudo o que se colocar como um obstáculo.
Ignorarei as opiniões inoportunas, serei dona da minha própria vida e reconstruirei o meu ser começando no interior. Valorizarei apenas quem me apoia, quem me aceitou sempre como fui.
Dormirei horas infinitas, darei descanso ao meu psicológico, mas não serei plástica nem vazia.
Hoje em dia só as pessoas vazias é que são valorizadas, mas recuso-me ser assim.
Quero ser mais e melhor, aprender e esquecer o que me destrói.
Quero ser feliz!!! Mesmo que tenha de dormir nas ruas, ser louca, cometer erros, ser politicamente incorrecta, ser jogada aos leões... Eu só quero ser feliz! Quero rir até me doer a barriga, sorrir para um desconhecido, trocar olhares cintilantes e sentir fascinio. Quero dançar até de manhã, conviver, ter amigos, sentir-me cansada e doerem-me os pés depois de uma noite bem passada. Quero ter em mim o melhor que a vida tem e guardar apenas esses bons momentos na minha mente. Vou andar e andar quilómetros, se necessário... Só para ser feliz!
Quero morrer e ter consciência de que fui feliz e fiz alguém feliz....

















