sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

(In)Felicidade


Estou só!

A minha mente deixa-se viajar por sitios estranhos que nunca vi.

São bizarros e conduzem a um cinzento tão carregado que não consigo visualizar o que existe além desta névoa.

Como os dias, os anos passam... Ontem era uma cirança feliz, hoje uma jovem adulta com tanto caminho para percorrer, mas que perdera todos os sonhos de menina.

Esta época, a do advento, recordo-a com alguma nostalgia. Era sempre uma azáfama, a familia reunida, o corre-corre dos últimos dias.... Já nada é assim, tudo morreu ou parou no tempo.

Por vezes ouso sentir que a vida que vivo não me pertence.

Sinto-me estranha a mim própria.

Algures, num destes dias, fizeram uma descrição de mim como jamais alguém fizera.

Vou tão bem decalcada como inquietante. Feriu-me!!

Custa-me pensar que sou vazia para quem não me sabe ler, mas dói mais saber que para os bons observadores existe em mim uma ferida aberta de um passado infeliz.

Como a fechar? Assemelha-se muito a uma doença terminal... Mas que existe mais na minha mente que no meu corpo. Só desaparecerá quando a mente parar e o corpo já não existir.

Não consigo curar esta chaga que vai sangrando longos dias a fio.

Onde estou? Quem sou? O que faço aqui? Porque existo? Serei feliz? Onde está a estrada?

Os meus fantasmas assombram os dias e deliciam-se nas noites.

As lágrimas já não saem mesmo que as force. Eu quero chorar porque quero voltar a sentir, mesmo que essa sensação seja dor!

Quero arrancar da vida todas as sensações. Boas ou más... Eu só quero sentir!!!!

Quero sentir as manhãs frias de Inverno, as noites quentes de Verão, as tardes deliciosas da Primavera ou encantar-me com as folhas de mil cores do Outono.

Eu quero sentir-me feliz e dançar ao som do vento, ouvir o mar bater nas rochas.

Quero sentir o calor dos corpos numa noite de verão! Quero fechar os olhos e sentir satisfação.

Quero ser quem fui, amar como amei, sentir o que senti, vibrar bem dentro de mim.

Quero ter um brilho nos olhos, sem sentir o peso das olheiras, quero sorrir sem ser algo forçado, quero sentir expontaneidade e admirar a natureza. Quero viajar e não levar os medos e desilusões na bagagem. Quero insistentemente ser feliz!

A vida não levará a melhor, nem todos os que menosprezam as minhas capacidades e me fazem sentir no subsolo!

Não sei como ou onde, mas serei feliz! Porque quero muito sê-lo...

Farei por isso, acreditarei no que quero, serei quem quero sem medos ou obstáculos, pressões ou ilusões. Serei realista e não farei grandes expectativas. Lutarei por tudo o que me poderá trazer felicidade, deixarei para trás tudo o que se colocar como um obstáculo.

Ignorarei as opiniões inoportunas, serei dona da minha própria vida e reconstruirei o meu ser começando no interior. Valorizarei apenas quem me apoia, quem me aceitou sempre como fui.

Dormirei horas infinitas, darei descanso ao meu psicológico, mas não serei plástica nem vazia.

Hoje em dia só as pessoas vazias é que são valorizadas, mas recuso-me ser assim.

Quero ser mais e melhor, aprender e esquecer o que me destrói.

Quero ser feliz!!! Mesmo que tenha de dormir nas ruas, ser louca, cometer erros, ser politicamente incorrecta, ser jogada aos leões... Eu só quero ser feliz! Quero rir até me doer a barriga, sorrir para um desconhecido, trocar olhares cintilantes e sentir fascinio. Quero dançar até de manhã, conviver, ter amigos, sentir-me cansada e doerem-me os pés depois de uma noite bem passada. Quero ter em mim o melhor que a vida tem e guardar apenas esses bons momentos na minha mente. Vou andar e andar quilómetros, se necessário... Só para ser feliz!

Quero morrer e ter consciência de que fui feliz e fiz alguém feliz....

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Uma noite por um fio


Foi uma tarde esquisita, após uma manhã mal dormida.

As vezes que acordei foram diversas, o cansaço era o principal responsável pela inércia em que me deixei ficar aconchegada.

A sucessividade de acontecimentos que antecederam o fim de semana não me saía na cabeça. Faziam-me pensar e questionar . Questionava os motivos... Será que as consequências se justificavam? Como funcionaria o processo normal das situações? E, se, naquela fracção de segundo o caminho escolhido fosse diferente mudaria algo?

Sempre defendi aquela filosofia de que a vida é feita de escolhas... Mas, será mesmo?

Saio do meu refúgio, aquele onde posso pensar de olhos fechados que os pensamentos não perturbam ou são pertubados. Julgam-me a dormir.

Permaneço de pijama, faço a minha rotina diária normal... Dirijo-me à cozinha, mas sem fome logo volto para o meu confortável sofá.

Algo não me sai da cabeça e tenho uma sensação estranha dentro de mim.

O dia procedeu-se de forma normal. Nada de relevante aconteceu.

Surje a noite. A vontade de sair não se pronunciava, apesar de muitas propostas.

Surgiu uma impossivel de se recusar. Após um longo banho de água fria, a mente e o corpo obedeceram e fizeram descer igualmente a temperatura. Congelei os meus maus pensamentos daquela manhã.

Sentia-me triste e não encontrava uma explicação válida.

Cheguei a comentar a minha estranha sensação que logo foi cepticamente negligênciada.

No regresso para casa os sinais estavam lá e eu não os vi.... Algo me dizia que não devia escolher ir por ali, mas não obedeci ao meu breve pensamento.

Os pensamentos surgiam com tanta rapidez que quase não conseguia discernir os lógicos dos que não o eram, de todo.

Perdi o controlo da situação, perdi o controlo da minha mente, das minhas mãos e tudo à minha frente desaparecera.

Bati uma e outra vez, sentia uma dor forte no peito. Não senti vontade de chorar, não entrei em pânico.

Sentia-me gélida e indiferente.

Quando, finalmente tomei controlo da situação sentia-me tremer... Tremia desde bem fundo da minha alma... Mas não reagi.

Pensava em ti... Senti um enorme aperto no peito, uma saudade profunda.

Queria chorar, mas não conseguia. O aperto não desaparecia. E eu só queria reagir.

Quando te vi a minha vontade era a de te abraçar intensamente por muito tempo. Tanto tempo que duraria uma vida inteira... Porém, não aconteceu.

Senti que em ti algo mudara, embora toda a preocupação e delicadeza a que sempre me habituas-te.

Algo está diferente em ti e não consigo perceber o quê, embora todos os teus gestos nobres.

Talvez tivesse surgido um ponto de viragem, mas não o senti..

Não reagi, não senti alivio ou dor. Não te senti tão proximo de mim como gostaria. Não me fez acordar. Fez-me sentir como a morte seria algo insignificante e para muitas almas precisa.

A sombra e sensação estranha perseguem-me.. Na minha mente surgem tantas dúvidas e mágoas.

Ninguém me consegue explicar o sentido lógico da vida. Não acredito que exista um. No fundo todos caminhamos numa direcção única, sem consciência do que é viver, muito menos conviver.

Queremos felicidade, mas somos tão egoístas ao quere-la só para nós que nos esquecemos de a partilhar.

Sinto-me triste por viver neste mundo cinzento, cruel e sem oportunidades.

Sinto-me triste quando não estás e me fazes sentir só.. Sinto-me triste quando não tenho o teu abraço, o teu olhar, o teu sorriso...

Sinto-me triste porque muito pouca coisa para mim faz sentido.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ouves-me?


Tu sorris e dizes: 'Estou feliz'!
Não o sinto. São meras palavras que proferes receando a dureza da solidão.
Conheço o teu ser. Conheço-o tão bem para saber que este se desfaz em pedaços... Pedaços que alguém talha macabramente, asfixiando-te impedindo que assim respires.
O teu olhar já não brilha, as tuas gargalhadas já não são estridentes e expontâneas.
Refugias-te no silêncio das noites. Abafas o choro na almofada em que deitas a tua mente pesada.
Felicidade de que falas e que fantasias, felicidade que não sentes, imaginas. Felicidade inexistente.
O teu mundo não cai, porque lhe vais tentando segurar as pontas com essa força vinda não sabes muito bem de onde.

' Eu não sei se vais ouvir-me, estás aí ou não...'

Tampouco sei se me compreendes, se te reconheces aqui...
Escuta o teu coração, só assim compreenderás a minha voz.
Queria olhar-te como se fosse pela primeira vez, queria sentir-te respirar contra o meu peito, queria sorrir contigo...
Pousares os teus lábios nos meus, abraçares-me e o tempo parar.
Enlaçarmos as mãos e partirmos em direcção ao pôr-do-sol de uma tarde de verão.
Um sonho perfeito que traço de olhos fechados.
As lágrimas caem no rosto, a expressão não muda...
Ouves-me?
Consegues ouvir-me dizer que te amo?
Ouve-me!
Eu estou aqui... Para ti!
Eu estou aqui a dizer que te amo...







P.S- I love you!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Amar-me amando-te...


'O facto de estares só numa cidade não significa que estejas só no mundo'.

Uma observação inteligente de um alguém que prezo muito e com quem partilho os dias que não os de solidão. Uma forma de gritares ao meu ego: 'Eu estou aqui para ti'!
De facto o meu mal-estar interior ofusca-me a visão não permitindo que observe o que de melhor existe. Nem sempre consigo olhar nessa direcção. E nem sempre sei como tornar os dias mais leves.
Como gostava de sentir a experiência dessa tua liberdade subtil e deliciosamente delicada que me vai adoçando com os seus pormenores.
Como gostava de saber viver sem ansiar sempre o amanhã, poder viver os pequenos momentos com a intensidade dos maiores.
É assim que és... Livre, espontâneo, simples e delicado.
Trazes na tua voz o entusiasmo de um aventureiro e no teu olhar um brilho de rebeldia.
Dá-me essa parte de ti. Deixa-me prevalecer no teu coração, ocupar a tua mente e alimentar-me do teu ser...
Deixa-me ser assim, como tu, um simples curioso que não estagna, que contesta e luta pelos seus objectivos.
Dá-me essa força, esse dom! Dá-me o carisma do teu sorriso e a suavidade da tua pele.
Constrói no deserto que existe dentro de mim o teu oásis.
Planta a aventura, a coragem, a genialidade... Planta em mim parte de ti e deixa-a viver.
Faz renascer o gosto de gostar do que me envolve...
Porque te amo, porque te admiro e porque te quero sempre junto a mim.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pensamentos que voam


Um mês passou... Deixei tanto por dizer, por contar, por segredar.

De regresso à Invicta apercebo-me que a frieza deste ar em nada mudara.

As caras são as mesmas, as expressões vazias, os corpos fúteis que balançam nas cinturinhas descaídas.

E o que são as palavras? Meros desabafos profundos de uma dor recalcada.

Queria sentir aquele sentir de quando se fecha os olhos e o sol dos finais de tarde nos beija a pele, fazendo o tempo parar dando lugar às mais profundas sensações, a paixão e o auto-equilibrio.

Mente tão complexa, não pára de pensar, de se sentir insatisfeita. Não pára de querer tudo aquilo que não pode ter. È um querer tão intenso como a fome.

Alimento-a, mas de nada serve. Não se satisfaz com os pequenos enganos que lhe vou atribuindo para simplesmente disfarçar a dor, a inquietude e o desepero. Bem visiveis nas olheiras que carrego em mim há meses a fio.

Sinto-me velha de muito sentir e de tantas emoções, todas elas instáveis e diferentes.

É um cansaço permanente que vai destruindo toda a visão futura que um dia vislumbrei.

Sei que tudo é um engano, uma tentativa de fuga ao mundo real.

Fecho-me sobre mim numa concha dura e opaca, onde só transparece aquilo que faço transparecer, onde não reside nada mais do que frieza, indiferença, despreocupação.

Como fechar a porta e não deixar entrar ninguém?

A solidão deixou cair o seu véu sobre mim.

Adormecer profundamente sem nada sonhar ou ambicionar. Já nem as ambições dão um sentido a estes dias destruidores de sonhos e fantasias.



sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fascínio


Olhares...
Sorrisos...
Multidões...
Indiferença...

Olhares...
Sorrisos...
Multidões...

Leveza de um charme que deliciosamente perfuma e nos envolve.
Um sorriso que encanta, um olhar cintilante, uma união nos gestos perfeitamente encaixados. Palavras que se soltam, lábios silenciados, corpos que se tocam e deslizam na suavidade dos sentidos.
As almas unem-se dando lugar a uma só que levita além do horizonte, num espaço tão elevado quanto longínquo onde se observa paz, liberdade, conforto e essencialmente paixão.
Suspiros que são levados como uma brisa para outra dimensão.
A isto deve-se a paixão, não só das almas, como também à dos corpos.
Cresce, cresce e cresce com o decorrer dos dias, o cair das noites.
Não a silencio e rendo-me...

A paixão é uma arte onde reside todo o fascínio de um ser.

sábado, 25 de julho de 2009

Senhor eu agradeço

Senhor eu agradeço
Pois Te deste a mim no Pão e Vinho;
Toda a minha vida
Quero dar-Te com amor.

Teu sagrado corpo
Tu ofereceste,
Por nós derramaste,
Teu precioso sangue

Tão grande mistério
Hoje celebramos
Para anunciarmos
Teu excelso amor

Quando a cruz da vida
Pesa nos meus ombros
Busco a minha força
No Teu pão sagrado

Vamos anunciando
Tua cruz e mprte
Que Tu ressurgis-te
Vamos proclamando

Pai, faz que eu conheça
A Tua vontade,
Que ela seja feita,
Sempre por Teus filhos.

Tu dás-me coragem,
Santa ousadia,
Para um 'sim' alegre
Na escuridão.

Cristo habita em mim
Com Sua fortaleza,
Faz-me testemunha
Do seu grande amor.


Uma forma de agradecer a algo ou alguém!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Loneliness...


O sol deixou de me aquecer, os dias deixaram de sorrir, as noite já perderam todo o encanto...
As mágoas tornaram-se num buraco profundo, negro e vazio.
A voz já não sai e o coração sangra, as mãos vazias...
É uma dor...
É um amor que se tem de silenciar...

O tempo não cura, mói!
O tempo não passa, detrói!
Ilusões e desilusões....
Um mar de conturbadas emoções.

A esperança vai morrendo, a cor do meu rosto desaparece...
Chego a desejar morrer, mas no fundo parte de mim já morreu...
A parte que em mim encaixa virou um passado ausente, com um novo caminho a percorrer, uma nova vida para viver e esqueceu a parte que havia deixado para trás!
Horas a fio choro, noites e mais noites sem dormir.
Sinto uma dor ao respirar, o sangue não flui no meu corpo.
Sinto frio apesar dos 30ºC que fazem lá fora, não sinto fome apesar das 24horas que já passaram desde a última refeição,sinto uma dor que anula todas as outras.
Só quero estar aqui, presa no meu mundo, onde só tu fazes sentido, mesmo que apenas na minha mente...


Um sonho será sempre apenas um sonho... Uma ilusão poder-se-á tornar sempre numa dura e cruel realidade!





'Loneliness, I feel loneliness in my room.
Loneliness, I feel loneliness in my room.
Loneliness, I feel loneliness in my room.
Loneliness, I feel loneliness in my room.'

sábado, 18 de julho de 2009

Longa viagem


'Parto rumo à maravilha
Rumo à dor que houver p'ra vir
Se eu encontrar uma ilha
Paro p'ra sentir' - [in Capitão Romance, Ornatos Violeta]

Não serão necessárias mais palavras... Bem sabes que não! Só fariam com tudo se tornasse num fardo demasiadamente pesado.
Existe, porém uma frase bastante banal que diz:

'Ama quem te ama,
Não ames que te sorri.
Pois quem te sorri te engana
E quem te ama sofre por ti...'

Não sei a quem pertence, mas talvez faça algum sentido...

Deixo-me cair no esquecimento, só para silenciar este grito cruel que me queima o interior.
Uns dias, umas noites, uns meses, uns anos...
Tudo será diferente...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Tentar...





'Tentar não custa...'



'Se não tentares nunca o saberás...'



'Sem luta não há mérito'


Frases bastante banais e que nem sempre fazem um sentido lógico na minha mente.
Como virar esta página? É imensamente pesada...
Como ignorar a dor?
Como bloquear o sofrimento?
Como não sentir e ser capaz de passar indiferente?
Tento e não consigo....
O que resta de mim são pedaços desfeitos de um ser que outrora habitara no meu interior.
Quem sugou a minha alma?
Quem culpo? A mim? A vida? A circunstâcia?
Procuro respostas, mas não conheço sequer as perguntas...
Então, vou partir... Partir em direcção ao esquecimento...
Não serei sombra de ninguém, não vou ousar falar...
Vou chorar... Chorar o teu desaprecimento e guardar em mim tudo o que verdadeiramente foi sentido.
Abandono-me de mim, de ti, de vós e de nós... Apenas por não aguentar um só milésimo de segundo do que a vida me deixou.
Para uns fútil, para outros despreocupada... E o conhecer a essência, onde pára?
Onde me vou refugiar? Gostaria tanto de me poder esconder, mas no mundo já não existem mais esconderijos para os cobardes.
E, se a alguém faz feliz, digo-o, sim, eu ERREI!!! E sim, sinto-me bastante culpada, mas será que não existe em vós, uma alma capaz de perdoar?? Bem sei que não...
Não o espero, pois não se pode esperar o impossível...
A vida é apenas e só uma breve passagem ilusória que nos traz bastantes dissabores, onde a felicidade de uns é a mágoa de outros.
Se um dia estiveres no reverso da medalha, então aconselha-te comigo, porque já o vivi.

Hoje é duro, amanhã nem sempre é futuro...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

'Recordar é viver...' Nem sempre!!


Lembranças das quais não me quero lembrar...

Momentos que da minha mente quero apagar...



1



2



3



Como gostava de nascer outra vez...


Sempre que se avizinhasse sofrimento a vida poderia fazer brotar uma alma nova em cada um de nós para que todos aqueles momentos que nos causam dissabores fossem apagados..



E eu quero apagar da mente
Essa palavra suja e descrente
Todas as noites loucas
E todas as noites poucas


Todos os sorrisos envergonhados
E todos os olhares enfeitiçados
Todo o sentir quente
Aquando o corpo ausente


Os gestos não pensados
Os lábios outrora tocados
As noites frias
As mãos vazias....


O tempo já não tem tempo para que possa pensar em mim, os dias correm, as noites passam e as almas vagueiam, sem rumo, sem fé, sem sentido.

Ouço uma vozinha trémula dentro de mim que me diz para não voltar...


Nasce...


Renasce...


Ilumina-me...

Esquecer é o que quero

Não consigo mais sofrer...

Só quero esquecer...

Esquecer... Adormecer... Profundamente...

domingo, 28 de junho de 2009

Poderei sentir??


Um sentir profundo que surgiu com o cintilar das estrelas. Uma ânsia que cresce com o decorrer dos dias...

Como surgiu?

Como veio?

Quem o quis?

Que fazer?

E como agir?

Perguntas que balançam na mente...
Não sou capaz de o vencer... Tampouco de o parar...
Todas as noites me adormecem com essa brisa que se solta trazendo o perfume da tua essência.
As tuas asas, serão de seda pura?
Uma vontade que nasce sem poder, uma voz que cala sem querer, um pensamento surge, um suspiro, um arrepio, dois olhares que se interceptam, gestos que não se tocam, almas que sentem...
Será que sentem? Será ilusão? Existirás?
Dever-me-ei deixar render? E se a tua transparência não for tão límpida quanto as águas cristalinas dos regatos?
Confusão...
Mistérios que te envolvem, dúvidas que me acrescem...


Are you the light?

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sonho...??



Enquanto dormitava sonhei, não sei bem se acordada, se de sono profundo. Mas sonhei!
Foi um sonho algo invulgar, de um passado muito longínquo que julgava apagado das minhas lembranças.
Ultimamente dou comigo a pensar nesse passado que foi conturbado, confuso e triste. Curiosamente sonho com algo feliz ligado ao medo, ao pânico que vivi.
Como se pode ser feliz quando se receia a malvadez de outrém? Como pude sonhar com algo feliz vindo de alguém que ainda hoje temo?
A mente, essa é misteriosa e a principal responsável pelo que sonhei. Terá sido este sonho uma forma de me libertar das mágoas do passado? Que espera que entenda dele? Ou será que não se deve procurar resposta? Não consigo não a procurar... 'Tudo tem uma explicação', já me dizia a minha querida Daniela (colega de faculdade com quem partilhei casa ao longo de uns belissimos tempos). Então, se tudo tem uma exlicação e se nada é por acaso, quero conhecer essa explicação.
Acordei com a sensação de que tudo fora muito real. Será que já aconteceu? Será que irá acontecer? Nunca mais te vi, nem soube de ti.
Mas porquê agora? Já passou tanto tempo...
Tu pegas-te-me na mão, olha-mo-nos, sorrimos e abraça-mo-nos.
Sensação de que hoje não me sairá da cabeça este sonho para que o possa explicar...
Teimo em querer saber o porquê e a intenção dos sonhos. Será um passado ou futuro? Será um aviso? Será que não lhe deva conferir importância? Ou será que era assim que eu gostaria que tivesse sido? Ou será, ainda, que foi uma forma de perdão?
Talvez não deva saber, mas quero ser conhecedora das suas respostas.
E onde procurar essas respostas?
Sonhei contigo, algo invulgar, encontrava-mo-nos num sitio que nunca nos fora comum. Era noite e nunca chegou a amanhacer.
Começo a ter dúvidas em relação ao meu rígido conceito do significado da palavra amor... Não sei se me sinta tonta por ter tanta convicção nele, se por nunca ter aberto a mente a outros significados.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Sossegadamente sentir



Quão belo se apresenta o viver sem grandes inquietudes ou desassossegos, sem a dor dos sentidos.

'Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar. ' (Fernando Pessoa, Ricardo Reis)

Maravilhoso é o despertar da Natureza que com os primeiros raios de sol parece, a cada dia, renascer. O encanto torna-se deliciosamente maior.
Sinto que a minha alma se está a preencher de agradáveis sensações. Dou outro sentido ao sentir.
A paz nasce em mim, trazida pelo rio que corre tão natural e sossegadamente, como se conhecesse de cor o seu caminho.
Sons, cores, aromas, fragrâncias... Dou aso ao meu imaginário e permito o despertar de todos os sentidos que pousam, deslizam, tocam e encantam.
Observo duas borboletas que se passeiam entre as pétalas coloridas de flores e florzinhas, selvagens. Sorrio, admirando a paisagem.
A natureza possui um esplendor, um segredo que designo de perfeição.

Natureza, essência selvaticamente pura
Os rios correm, sempre no mesmo sentido e não se cansam,
Com a manhã despertam as cores, os sons
Com a noite pairam os silêncios de todos os adormecidos
Ficam os olhares dilacerantes do amigos rapinantes
E a intensidade com que os 'canis lupus' uivam ao som da luz da lua.
As tardes são preenchidas pelo brilhar do sol quente
E pelas sombras das árvores tão grandes quanto antigas.

Natureza, mãe de todas as mães
A fecundidade, a multiplicidade plena
Equilibrio inesgotável de uma ordem natural
Ferocidade nada vulgar
Ela canta, encanta,
Acolhe, consola,
Deslumbra, protege.
É feroz!
Magoa, mata e aprisiona.


Enquanto a vida passa e não passa, vivamos e sintamos o que de melhor existe, quer seja à nossa volta, quer seja apenas o que existe dentro de nós.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Revolta e confusão


Não durmo... Não esqueço... Não páro!!Cansaço que se apodera de mim como um leão de sua presa. Inquieta abro a janela, a noite invade o meu quarto. Está uma triste e silenciosa noite, algo invulgar quando se reside numa Invicta. O frio que se faz sentir torna o ar doloroso de se respirar, já não sinto as pontas dos dedos que estão tão pálidas quanto as escadarias em mármore. É uma dor que não desvia a minha atenção, no entanto não ignoro a que me está cravada no peito há dias a fio, meses sem conta, anos...Deserta..., o adjectivo que melhor qualifica o estado de minha mente, meu corpo não obedece ao pensar e o pensar não corresponde ao coração ferido por este punhal a que designamos vida.Sangro todo o sangue que me corre nas veias e ele não se derrama, renuncio a tudo o que é politicamente correcto e perdi o gosto de gostar de viver, já não lhe conheço o sabor ou mesmo a textura.Dúvidas, questões, interrogações, medos, falhas, erros, incertezas...Tudo se resume a isto?Insignificante, insensivel, irracional... Qualifico-me!E viver o que é? A certeza do sonho onde pára? A amizade que valor tem? Não é outra forma de amar? Quem são as personagens a quem damos os lugares mais importantes na assembleia da vida? E inteligência? Que palavra complexa... O que reflecte? Apenas um 20 a matemática? Então, o que era Einstein, se nunca primou pelo sucesso escolar? Um irracional que teve uns pózinhos mágicos de sorte? Uma mente brilhante?Onde estão escondidos os mapas que dão o rumo das gentes aquando atiradas para a vida?Que preocupações são as nossas que nem conseguimos olhar o horizonte sem que este venha acompanhado da vasta poluição?Para quê os 'GABBANAS', os 'ARMANIS', os 'CAVALLIS' se estamos podres e insanos? Quem são, o que fizeram? Que valor possuem? Terão tido vinte a matemática? Ou vinte é apenas o número representativo dos milhões de crianças menores que construem estas futilidades, com as mãos tão cheias de árduos trabalhos e os ventres tão dilatados quanto airbags de topos de gama...Isto é fome, é pobreza é miséria, é insanidade, é podridão... diria até intelectual...Quem são as 'tias pinkies' que passeiam os seus 'Lulus' de popa arrebitada? Qual a sua função na sociedade? Quem lhes conferiu importância e utilidade? Qual a necessidade da sua existência? Que cultura e valores possuem? E quais aqueles que incutem? As regras de etiqueta? Quem necessita saber comer a fome de faca e garfo?Em muitos paises seres minusculos debatem-se diariamente pela escassez de água, alimentos, saude... Os bens essenciais e disponiveis apenas para alguns...Que mundo consegue girar perfeitamente no seu eixo sem tombar com o peso dos bolsos futeis?A revolta que deixei nascer já me ferve na alma.Num momento de negação fecho a janela, fecho a mente,fecho o coração e deixo-me gelar...As incertezas ainda assombram a mente, porém que bom sentir o frio e ter agasalhos...Fecho os olhos e num suspiro deixo-me adormecer...



Escrito no dia 13-11-2008 (02:11h)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Jardins da noite







Confusão, mágoa, tristeza, solidão... Palavras que decalcam o meu estado de espírito.
A noite está fria, visto um casaco e saio para a rua sem que ninguém o note.
O silêncio faz-se ouvir por entre as casas ocupadas pelos corpos adormecidos. Apenas eu vagueio na noite.
Repentinamente avisto um vulto de longe e talvez por receio ou instinto, escondo-me no primeiro jardim que encontro.
É ridículo... De que me escondo se o vulto nem veio nesta direcção? De mim? Dos pensamentos que me têm pairado na mente, inquietando o meu descanso? E tu, de que foges? De mim? De viver? De sonhar? De sentir?
Volto na direcção que parti e desta vez refugio-me no meu jardim, de modo a sentir-me mais protegida.
Sento-me cruzo as pernas e tiro do bolso do casaco que havia vestido, um lápis, uma moeda de 0,05€,três rebuçados S.Bras uma chave e uma caixa de pastilhas elásticas vazia que acabo por destruir entretida com o pensar.
É curioso como se guardam sempre imensas coisas nos bolsos dos casacos e estas permanecem lá esquecidas. Serão as pessoas também colocadas nos bolsos para lá ficarem 'Eternamente-esquecidas'?
Surge-me um pensamento, por vezes a nossa vida cruza na de outras pessoas e os caminhos traçados lado a lado são também esquecidos, ignorados, como um assunto proibido.
É uma estranha sensação ter de agir estranhamente a algo que nunca nos foi, de todo, estranho.
Começa a cair uma chuva miudinha e aproveito a refrescar os pensamentos e a moderar a velocidade dos mesmos.
Hoje foi um longo dia, de bastantes reflexões, questões, encontros, desencontros.
Toda a semana se assemelhou a uma gigante montanha-russa de emoções.
Faço um balanço do meu percurso de vida, pode-lo-ia fazer quando a experiência de vida se verificasse bem marcada no meu rosto, mas aí talvez fosse tarde e bem tarde para corrigir erros, pedir perdão...
Peço perdão a mim mesma por desperdiçar momentos, pela irracionalidade perante algumas situções e o extremo racional noutras.
Sinto-me fraca, um ser fraco, uma má filha, má amiga, má ouvinte. Tenho dedicado imenso tempo a mim e aos meus incosntantes estados d'alma.
A vida foi criando em mim um ser que sugou todo o sentimento, me absorveu toda a beleza que outrora existira em mim. Nego-me, volto-me a negar indefinidamente.
Sinto um aperto no peito, parece que vou explodir cá dentro, tenho uma enorme vontade de gritar, de chorar... Não o consigo evitar.
Terei sido tão injusta? Quantos foram aqueles que feri? Quantos afastei de mim? Quantos ignorei? Quantos inferiorizei?
Não estou só, mas não dou o meu melhor a todos aqueles que o dão por mim.
As lágrimas quase não me permitem ver, a chuva torna-se mais intensa. Eu mereço isto!
Volto para casa, limpo o rosto e vou em direcção ao meu quarto.
Olho-me ao espelho com vontade de destruir a imagem que reflecte, solto o cabelo e deito-me sobre a cama.
Deixo-me adormecer no meio de lágrimas e dor.

A esperança reside no amanhã.

sábado, 16 de maio de 2009

Memórias de uma insónia


Deveria estar a dormir, mas é neste silêncio de noite que despertam todos os sentidos que com o dia se encontram adormecidos.
Coloco um música ambiente para me deixar relaxar e num gesto quase inato pego no meu bloco de notas, sento-me no chão, fecho os olhos e respiro profundamente de modo a absorver todos os sons e cheiros que pairam no ar.
Encontrei um Cd velho que andava esquecido de Bryan Adams, não faz muito o meu género, mas hoje sinto-me capaz de o ouvir. Começa com a 'When you love someone', bastante conhecida, e a meu ver, para quem a sabe interpretar, possui uma grande carga emocional.
A voz naturalmente rouca embala o meu pensar e vou deixando que as imagens me ocupem a mente.
E neste preciso instante imagino o teu rosto, , o teu olhar meigo, algo bastante característico em ti. Quase sinto o teu cheiro, o teu toque aveludado...
Havia uma espécie de cumplicidade, o olhar falava, as mãos tocavam-se, os gestos permitiam que a voz do coração prevalecesse.
Existia um 'nós', num 'mundo nosso', com 'partilhas nossas', . Existiam duas almas inquietas de se sentirem completas, amadas.
Possuiamos segredos, lutávamos sem receios ou medos, tudo era especial, tudo era sentimento, tudo era simplesmente, AMOR.
Os momentos eram intensos, os bons fizeram apagar os maus e tudo se transformou numa bonita história.
Repito para mim: Sim, fui feliz. Sim, amei ter-te conhecido. E sim, és uma pessoa de imenso valor.
A verdade é que o tempo passou, não parou uma única vezinha para olhar para trás, mas o melhor de ti repousou intacto em mim.
Transporto-te comigo e crio as minhas histórias, que não passarão do imaginário.
Amores... Uns partem e não voltam, outros são de impossível concretização e ainda existem aqueles que nos são desnecessários.
Palavras que não fazem sentido, aliàs falar de amor talvez não faça muito sentido.
'Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.'
No entanto, partilhar sentimentos, embora através da escrita, faz-nos sentir melhor.
Apercebo-me de que com o decorrer deste 'sonho imagináriamente dormitado' surgiu uma nova melodia. Lifehouse, faz-me sentir bem com as suas músicas excepcionais.

'You're all I want
You're all I need
You're everything' - Everything, Lifehouse

Haverá algo com maior sentido?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Sonho


Não adormeço, nem só por um pequeno instante, apenas para poder observar o teu rosto, enquanto dormes. Pareces uma verdadeiro anjo, daqueles saídos de um história de encantar.
Repiras tão suave e tranquilamente...
A noite vestira-se de magia, a escassa luz que possui é a suficiente para fazer cintilar a pureza d'alma que existe em ti.
O horizonte já se transformara numa bonita palete de cores intensas e doces, parecem trazer consigo mil um segredos que só o amanhã irá desvendar.
Deixo viajar as minhas mãos pelo teu corpo quente, guardando em mim esta nobre imagem tua.
Eis que surgem os primeiros raios de sol, resnasce o teu sorriso e num lento suspirar murmuras deliciosamente: 'Amo-te...'
Tocas com os teus labios húmidos na minha pele, em forma de beijo.

Repentinemente acordo, apercebo-me que ainda é noite. Surge a decepção depois do sonho.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Saudade...




A dada altura apercebo-me que o que sinto é saudade (palavra tão nossa, do povo português, sem tradução possivel e de dimensão inquestionável)

Saudade...

Saudade do sorriso quente,
Olhares prometedores,
Das mil fantasias de cheiro envolvente,
Dos beijos de loucos sabores.

Saudade...

Um corpo nú que se expõe na sombra noite.
Beijada pelo luar a pele cintila de suavidade extrema . . .

Saudade...

É como um querer e não querer, um desejar e não ter.
É como um sol que ilumina e uma noite que entristece,
Um dia que fascina e uma lua que adormece.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Um dia, num momento







- Recebi a tua mensagem, vim logo que consegui.
- Pois... O que tenho para dizer, é que...
- Que tens? Pareces-me estranho. Estás distante...
- É que conheci uma pessoa e...
- Explica-te! - Responde ela com receio do que poderia surgir daqueles doces lábios, de contornos perfeitos. Os mesmos que tantas vezes pronunciaram a palavra 'Amo-te', as palavras 'para sempre'...
- Para mim deixas-te de fazer sentido. - Diz ele rápida e bruscamente.
Fica um silencio profundo insuportável. Segue-se um choro surdo.
- Vai... Deixa-me sozinha. - Pede-lhe ela sem saber o que mais dizer, o que fazer, nem como será o amanhã. Questiona-se sobre o sentido da vida.
Ele vai, não olha para o que deixou atrás. A sua vida segue.
Desolada, a menina chora inconsolavelmente até adormecer. A dor sossegou, mas amanhã pode acordar do seu sono e espetar-lhe com mil facas.

Não quero acordar para o amanha, não quero que a dor me espete mil facas...

Não quero sentir...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Pedaços com sentido ...




'Tudo se passa em segredo
numa praia à beira mar,
sempre em noites de céu negro,
sem estrelas nem luar.'


'Anjo perdido na bruma,
leva-me ao sétimo céu,
abre o teu manto de espuma,
deixa cair o teu véu,deixa cair o teu véu,
deixa cair o teu véu,deixa cair o teu véu...'


'Será que ainda me resta tempo contigo?'
Será que a cidade ainda está como dantes ou cantam fantasmas e bailam gigantes?
Será que te lembras da cor do olhar quando juntos a noite não quer acabar?
Será que sentes esta mão que te agarra que te prende com a força do mar contra a barra?
Será que consegues ouvir-me dizer que te amo tanto quanto noutro dia qualquer?'


Sentimentos que não acabaram, que se tornam profundos com o decorrer do tempo... Tudo o que foi dito fará sentido?
Receio voltar a perder-me neste sonho ilusório. Como arrancar de mim o sentimento que me está cravado há (quase) uma vida? Será o preço a pagar por essas promessas que se fazem? Essas, do amor eterno, do ser a alma que completa, do ser para sempre... Será que não morri também para ti? Lembranças que cheiram a humidade, a pó e a tempo...